Como
alcançar o valor de negócio de um Posto Revendedor
de Combustíveis.
Parte 2 - Os métodos de avaliação sob
análise.
Por:
Eduardo Benetti - 19/12/2001
O assunto é muito abrangente e varia conforme os segmentos
de mercado. Vários métodos de avaliação
podem ser aplicados. Creio que não existe uma ou outra
forma que seja infalível e exata e ainda represente
cientificamente o valor de um negócio. Existem vários
modelos de avaliação de empresas que, embora
limitados, podem dar subsídios importantes e referenciais
e contribuir para a identificação do valor do
negócio.
Segundo
Eliseu Martins, em seu livro "Avaliação
de Empresas: Da Mensuração Contábil à
Econômica", basicamente existem técnicas
de avaliação que se encaixam nas seguintes categorias:
1. técnicas comparativas de mercado;
2. técnicas fundamentadas no ativo e passivo contábil
ajustados;
3. técnicas baseadas no fluxo presente e futuro de
benefícios (caixa).
Os
modelos comparativos de mercado procuram aferir o valor da
empresa com base em outras negociações efetivadas
de empresas similares e de área geográfica próxima.
Pode-se obter referências através de anúncios
inseridos em jornais, corretores especializados, contatos
com donos de postos da região e representantes de companhias
distribuidoras de combustíveis. Claro que toda essa
informação é subjetiva e precisa ser
adquirida com máximo de prudência e analisada
utilizando-se o bom senso.
Qualquer método baseado em apuração contábil
não pode ser assumido como verdadeiro sem uma comparação
sistemática com outro método, isso porque o
registro contábil sobre influências que podem
distorcer o resultado final da avaliação. Já
vimos mais sobre isso na parte 1.
Já as técnicas que se baseiam no fluxo de caixa
procuram avaliar as empresas com base na efetiva capacidade
de geração de caixa, no saldo operacional das
entradas e saídas de dinheiro e sua projeção
para períodos futuros. É a técnica mais
usada atualmente em todos os tipos de empresas, mas sua determinação
eficaz depende de dados fornecidos pelo proprietário
da empresa, o que sempre resulta em dúvidas. Entenda-se
por saldo de caixa o total de entradas (recebimento pelas
vendas) menos o total de saídas (pagamento dos fornecedores,
despesas, etc.). Para essa análise deve-se considerar
tantos as entradas quanto as saídas operacionais, ou
seja, relativos a operação de compra e venda
dos produtos objetivos do posto (combustível, conveniência,
óleo, filtro, etc.), incluindo aí os custos
variáveis ou fixos decorrentes da operação
do posto (aluguel, impostos e taxas, etc.) com exceção
dos impostos sobre o lucro (Imposto de Renda e CSSL) e das
entradas e saídas financeiras, decorrentes de pagamentos
ou recebimentos de juros.
Na
prática deve-se adequar o tipo de avaliação
às características individuais do segmento ou
da empresa a ser avaliada. No caso dos Postos Revendedores
De Combustíveis, é aconselhável o uso
conjunto de técnicas de avaliação pelo
mercado e pelo fluxo de caixa, pois assim a comparação
poderá dirimir uma ou outra dúvida de um ou
de outro método aplicado.
Descarto,
nesse momento, alguns métodos que são comuns
à avaliação de empresas maiores e que
não representam as peculiaridades relativas ao negócio
do Posto Revendedor. Trata-se de um comércio varejista
que possui características próprias e, portanto,
precisa ser tratado de forma especial. Assim, seguem os métodos
comumente utilizados:
1. Método do Múltiplo de Galonagem
2. Método do Múltiplo de Fluxo de Caixa
Eu
lembro que esses dois métodos referem-se ao potencial
atual do posto e eles não servem para avaliar o potencial
futuro de geração de renda.