Veja
uma síntese do que aconteceu no mercado de combustíveis
na última década.
Por:
Dejair Benetti - 05/01/2002
Até
1994 o controle da venda e instalação de postos
de combustíveis era feito pelo CNP (Conselho Nacional
do Petróleo), órgão que foi fechado para
a implantação do DNC (Departamento Nacional
de Combustíveis), logo após a posse do então
eleito Fernando Collor de Mello.
Na
época todos os preços dos combustíveis
eram tabelados, tanto para o revendedor quanto para o consumidor,
isto na prática definia o valor máximo que o
dono do posto deveria ganhar, porém era proibida pelo
governo a venda através de cartão de crédito,
ticket's, venda premiada, etc.
Após
1995, com o advento da abertura de mercado, o DNC transferiu
para os municípios a responsabilidade sobre a abertura
de novos postos, fato que em alguns municípios determinou
a quebra de muitos postos, pois ocorreu de forma desordenada.
Com a criação da ANP (Agência Nacional
do Petróleo) a partir de 1997, para concluir a abertura
de mercado, muitas distribuidoras foram autorizadas a operar
no país (aproximadamente 200), fato que determinou
que entre algumas boas distribuidoras, também se instalassem
muitas sem a menor condição de atender o mercado,
pois já foram criadas em nome de "laranjas",
por não haver exigências quanto a idoneidade
ou qualquer outro controle.
Estas
distribuidoras que foram criadas sem qualquer base de sustentação,
passaram então a deturpar o mercado com produtos adulterados,
sem o recolhimento de impostos como PIS/COFINS, sem o recolhimento
de ICMS, fazendo com que o produto ficasse mais barato, aumentando
assim seus lucros e criando também uma concorrência
predatória entre os postos, além, evidentemente,
de prejudicar o consumidor.
Devemos
lembrar que entre o joio, também há o trigo,
pois muitas dessas distribuidoras nasceram com o intuito de
crescerem, concorrerem lealmente e incrementar o mercado distribuidor,
para que esse mercado também não ficasse na
mão de poucas.
A
partir de janeiro de 2002 está prevista a conclusão
da última fase de abertura de mercado com a liberação
para importação de produtos, bem como a reforma
tributária do setor, fazendo com que o mercado se torne
altamente competitivo dentro das mesmas regras.