Por:
Eduardo Benetti - 20/01/2002
Muito
se ouve falar sobre marketing. Trata-se de um conceito que
já existe nos Estados Unidos a muitos anos mas que
no Brasil ainda é muito novo.
Muitas
pessoas pensam que marketing é apenas vendas e promoção,
até devido ao "bombardeio" de propagandas
que vemos todos os dias nos jornais, revistas e televisão.
Temos a sensação que não conseguiremos
jamais escapar dos impostos, da morte e das vendas.
Na
verdade marketing incorpora a atividade de vendas e promoção,
mas isso é apenas uma parte dele, uma vez que, outros
aspectos também são enfocados, como o planejamento
dos produtos, pesquisas de mercado, distribuição,
política de preços, relações públicas
e tantas outras.
Houve
uma época em que bastava se produzir um produto e colocá-lo
à disposição do consumidor que seria
vendido sem exigir maiores esforços. Isso predominou
por muito tempo, principalmente motivado pela escassez de
produtos no mercado. As novidades eram as grandes responsáveis
pelo sucesso de diversos produtos.
Mas
isso mudou! Hoje é muito difícil a invenção
de um produto novo, e cada vez mais eles estão se tornando
commodities, ou seja, são muito parecidos entre
os diversos fabricantes.
A
concorrência aumentou em todos os segmentos e exige
que o empresário seja muito mais competente para conseguir
os mesmos resultados que conseguia antes.
O
marketing ganha muita importância exatamente aí.
Hoje não basta simplesmente produzir é necessário
planejar essa produção, é necessário
ter um planejamento estratégico, conhecer muito bem
o consumidor, seus hábitos e costumes, e produzir exatamente
o que o mercado vai absorver. E tudo isso não é
nada fácil, exige técnicas e estudos aprofundados.
Mas
o que tem haver com o posto revendedor?
Com
a abertura do mercado de combustíveis que iniciou em
1997 muita coisa mudou no segmento de postos revendedores
de combustíveis. Antes haviam poucos postos, todos
com margens de preços tabeladas e controladas pelo
governo, a competição entre os postos era restrita
apenas a localização e, ainda assim, sem maior
importância pela pouca quantidade de postos existentes.
Assim,
hoje o mercado é totalmente diferente.
Surgiram
os postos sem vínculos com distribuidoras, os chamados
bandeira branca, que pela liberdade conseguem ter políticas
de preços agressivas.
Acabou
o tabelamento de preços e ainda tiveram vários
estímulos para a competição de preços
entre os postos.
Surgiram
novas distribuidoras, aumentando a opção de
escolha de fornecimento de combustíveis.
O
consumidor mudou, hoje ele é muito mais exigente quanto
a qualidade e o preço praticado pelo mercado.
Tudo
isso contribuiu para uma mudança significativa no mercado.
Hoje vemos postos fechados, muitos postos iniciando as atividades,
uma guerra de preços, uma fiscalização
mais agressiva, enfim uma nova realidade nesse mercado. A
gestão do negócio passou a ser o fator competitivo
que vai determinar a sobrevivência apenas dos postos
que forem competentes. Para abrir um posto não basta
os trâmites legais, é necessário um dimensionamento
de mercado, a escolha do local correto pois, do contrário,
estará fadado a fechar em breve, como acontece em diversos
estabelecimentos de varejo.
Antes
quem comandava um posto era chamado de "posteiro",
hoje é necessário um profissional com amplos
conhecimentos e, de quebra, muito competente.
Exatamente
aí entra o marketing.
O
marketing é o caminho para a profissionalização
do dono de posto.