A
tendência de implantação de postos-lojas
no mercado revendedor de combustíveis no Brasil.
Por:
Eduardo Benetti - 23/01/2002
O
consumidor está mudando dia após dia, está
ficando muito exigente quanto à qualidade dos produtos,
quanto à facilidade de aquisição e principalmente
quanto aos valores (benefícios) que se agregam aos
produtos e serviços.
Isso
já é realidade em todos os segmentos, e nos
postos revendedores não poderia ser diferente. Agregar
benefícios aos produtos vendidos, no caso combustíveis,
é o fator de diferenciação estratégica
que vai determinar a sobrevivência ou não dos
postos num mercado cada vez mais competitivo.
Com
a abertura do mercado no Brasil, processo que iniciou em 1997
e está acontecendo em etapas, surgiram mais postos
aumentando a competitividade e reduzindo margens de lucro.
Uma
solução bastante significativa, tanto para atrair
o consumidor mais exigente quanto para melhorar a rentabilidade,
tem sido a abertura de lojas agregadas aos postos, aproveitando-se
da vantagem de localização e visualização
privilegiada para atrair novos consumidores desses novos produtos
e serviços além de aproveitar para vender algo
mais para o cliente que já vem habitualmente abastecer.
Surgiram
lojas muito variadas, desde lavanderias, farmácias,
padarias, conveniências de produtos de consumo, oficinas,
pizzarias, lojas de celulares, computadores, cyber-café,
etc.
Claro
que não basta simplesmente abrir a loja para que o
faturamento venha como que num truque de mágica, é
preciso uma pesquisa de mercado para aferir o potencial do
mercado consumidor, é preciso conhecer as características
psicográficas e demográficas desse consumidor
e seus hábitos de consumo para saber se vale a pena
investir em lojas no posto e em quais tipos são mais
convenientes.
Temos
vários exemplos de lojas montadas em postos que deram
muito certo e estão agregando faturamentos consideráveis,
muitas vezes até mais significantes que o próprio
combustível.
É
o caso por exemplo da segunda maior distribuidora do Brasil,
a Ipiranga, que vem investindo significativamente no conceito
de que o negócio está migrando da venda de combustível
para a venda de varejo em geral. Até 2002, a meta da
Ipiranga é chegar a 20% da cinco mil revendas transformadas
em postos-loja, segundo declaração do diretor
de marketing da Companhia, Alfredo Tellechea, divulgado no
Jornal Gazeta Mercantil em 7/1/2002.
Nisso
abrem-se espaços para parcerias com grandes redes de
varejo, agregando ainda mais valor ao negócio do posto,
pois além de possibilitar faturar mais também
melhora a imagem do posto perante o consumidor ao agregar
um serviço adicional ao abastecimento.