Por:
Eduardo Benetti - 28/07/2002
Sempre
passa na cabeça no comprador de um se deve assumir
a empresa já constituída no posto ou se deve
exigir o encerramento da mesma e conseqüente abertura
de uma nova empresa.
Vale lembrar que se a empresa constituída for uma
empresa individual ao invés de uma sociedade limitada
o único caminho será mesmo o encerramento
e abertura de uma nova empresa.
Se
a empresa for uma sociedade por quotas de responsabilidade
limitada poderá ser assumida por novos sócios
(no mínimo dois) desde que seja comunicada a junta
comercial do estado em que se encontra o posto.
Aqui está a grande dúvida do comprador, exigir
que o vendedor encerre ou transfira a empresa existente
para abertura ou transferência de uma nova empresa
ou assumir a que já está aberta.
Claro
que a tendência de pensamento inclina para a abertura
de uma nova empresa para que não se assuma riscos
de dívidas, ações, autuações,
débitos e ações trabalhistas, etc.
Porém,
é preciso lembrar que a empresa existente possui
a autorização de funcionamento da ANP e possui
contratos firmados com Locador, Distribuidoras, Administradoras
de Cartões de crédito, etc.
Ao
abrir uma nova empresa serão necessários além
dos trâmites normais de encerramento e abertura que
dão muito trabalho e dispendem tempo, a substituição
de contratos que podem representar novas e difíceis
negociações, novos prazos, a perda de direitos
como renovatória, revisional de aluguel, pagamento
de luvas, etc.
Por
isso nem sempre o melhor caminho é a abertura de
uma nova empresa! É necessário uma análise
mais apurada para medir as conseqüências.
Uma
das preocupações mais comuns é quanto
a possibilidade de ações trabalhistas por
parte dos funcionários. Eu lembro que muitos juízes
trabalhistas têm igualado a nova empresa como sucessora
da anterior, não correspondendo em vantagem a abertura
da nova empresa para assuntos trabalhistas.
Eu
sugiro sempre uma análise criteriosa se vale a pena
abrir uma nova empresa, mas atento ao detalhe de solicitar
todas as certidões necessárias ao bom andamento
da negociação além de checar a situação
da empresa perante todos os órgãos responsáveis.